Da série: coisas que eu queria ter escrito

Achei um blog hoje que está me inspirando a voltar a escrever aqueles textos profundos de outrora… Mas, enquanto minha inspiração não volta, um texto que eu teria escrito hoje… Da excelente escritora Michele trivelin, do Diário de Marin Jones..

Sempre ouvi que sem beijo de boa-noite não se dorme. Jamais, em hipótese alguma, podemos dormir brigados. Perguntei à minha avó, um dia, por quê? E ela me disse que, de repente, o destino traiçoeiro feito uma raposa, poderia nos levar dessa pra outra dormindo e nunca teríamos falado dos nossos enganos, nem dado um último abraço ou dito as palavras derradeiras. Desde então, apenas uma vez dormi com esse medo eterno de o amanhã não chegar para eu me desculpar. Orgulho bobo que impede a gente de se virar pro outro e dizer o quanto precisamos dele, o quanto nossa felicidade anseia pelo seu sorriso, o quanto nossos dias são melhores desde que ele se fez presente. E que presente! Mas eu dormi. Sem fazer as pazes, sem pedir perdão, sem o  tal beijo. Nada. Apenas o medo, meus pés gelados e eu.

Na manhã seguinte eu disse tudo o que havia engolido até então. Mas percebi que, embora aceito, o pedido havia perdido seu prazo de validade. Como se expirasse, se perdesse o sentido. Desculpas devem ser dadas no exato momento em que o erro é cometido, que as palavras mais erradas são ditas, que o amor não é demonstrado. Desculpas são urgentes, imediatas, pra não dar tempo da dor grudar na alma e virar cicatriz que dura para sempre.

Tinha razão minha avó. O beijo de boa-noite é sagrado. Mas não porque posso perdê-lo para o destino trágico e nunca mais vê-lo, não! É porque preciso do seu calor para continuar vivendo e do seu sorriso largo aquecendo meu coração.

Umbanda. Um mistério envolve de tal forma essa manifestação religiosa que se toma difícil para o leigo saber a sua origem e o seu significado. Seus rituais tomaram-se tão misteriosos que os brasileiros com o seu misticismo natural, foram explorados por aqueles que nenhum escrúpulo tinham em relação à fé alheia. Mas essa não é característica da Umbanda. Por todo lugar onde há o sentimento religioso, manifestam-se pessoas inescrupulosas, que abusam da fé alheia. Protestantes, católicos, espíritas, espiritualistas, esotéricos e também umbandistas não estão livres do comércio e do abuso das almas alucinadas. Mas, no Brasil, essa terra abençoada onde as pessoas preferem julgar antes e, talvez, conhecer depois, a Umbanda, por se manifestar, na maioria das vezes, para aqueles possuidores de uma alma mais simples, de uma fé menos exigente que os tomam vítimas dos pretensos sábios e donos da verdade, recebeu uma marca, um rótulo, que aos poucos, somente aos poucos, vai-se desfazendo. Isso ocorreu também devido às manifestações de sectarismo religioso, antifraterno e anticristão de uma minoria, o que gerou o preconceito contra os rituais da Umbanda, seu vocabulário, suas devoções.

Tambores de Angola (Robson Santos)

Nos terreiros umbandistas encontramos igualmente os recursos necessários para atuarmos junto aos nossos
irmãos. Conheço pessoalmente espíritos de extrema lucidez que militam junto aos nossos irmãos umbandistas,
no serviço desinteressado do bem. Os problemas que às vezes encontramos não se referem à Umbanda propriamente, como religião, mas à desinformação das pessoas, ao misticismo e à falta de preparo de muitos dirigentes, o que, aliás, encontramos igualmente nas casas que seguem a orientação kardecista.
Não se devem confundir as pessoas mal intencionadas, os médiuns interesseiros com a religião em si. Em qualquer lugar onde as questões espirituais são colocadas como uma forma de se promover, tirar proveito ou manipular a vida das pessoas, envolvendo o comércio ilícito com as esferas invisíveis, ocorre desequilíbrio e é atraída a atenção de espíritos infelizes.

Emplacando seu carro zero sem pagar o panetone do despachante

Você já está daquele jeito pensando no tamanho do carnê que só o seu carro zero vai te proporcionar. Aí, um vendedor vem e diz pra você: “Mais R$ 900 pra fazer os documentos, mais o valor do IPVA senhora”. Oi????! Aí você liga pro despachante amigo e ele diz: “Pra você que é amigo, fica R$ 500 + IPVA”. Amigo o cacete!

Se voc~e valoriza o seu dinheiro e resolver fazer pessoalmente, na saída da concessionária pede o ‘kit despachante’. Isto é: Cópia da Nota Fiscal do fabricante + 1ª via original da Nota Fiscal da revenda (concessionária, montadora), no anverso da nota deve ter o decalque legível do chassi.

Na sua casa você prepara a cópia do RG, CPF, ou C.N.H. (modelo atual), no caso de pessoa jurídica, apresentar o CNPJ e contrato social com firma reconhecida e a cópia do comprovante de residência emitido até 3 (três) meses imediatamente anteriores. Serve energia elétrica, água, gás, telefone, internet, IPTU, condomínio, extrato bancário, INSS, plano de saúde, mensalidade escolar, contrato de financiamento do veículo e contrato de locação. Põe na conta: + R$ 0,50 de xérox.

Põe o kit e essas cópias (e os originais que não custa nada) numa pastinha.

Daí você pega seu carro novo, sem placa, esnoba todo mundo no caminho e vai no Detran na Av. do Estado, 900. Pára no estacionamento ao lado do posto. Põe na conta: + R$ 10 o tempo que precisar = R$ 10,50 até agora. O valor da gasolina você abate pelo tesão de passear com seu carro novo pela cidade.

Pode ir o proprietário do veículo, ou procurador legal, através de procuração. Fica dispensada a procuração, quando comprovado o grau de parentesco, de: avós, pais, irmãos, filhos e cônjuges. Mas tem que levar a prova do parentesco.

No site do Detran, eles te dão um link para preencher o formulário RENAVAM. Eu não aconselho. É uma porra de um formulário difícil de preencher, cheio de ‘pegadinhas’, não tô querendo dizer que são intencionais… mas escreve aí: 90% de chance de você cagar no preenchimento.

Dica 1: Na porta do Detran tem umas pessoas que ficam na calçada e vendem os formulários. Você vai gastar R$ 10 pra pegar um desses, preenchido corretamente. E pode fazer sem medo porque essas pessoas estão lá há anos!

Põe na conta: + R$ 10 = R$ 20,50 e sem dor de cabeça.

Feito isso, você pode ir em qualquer um dos bancos relacionados pelo Detran e pagar a primeira taxa o serviço de lacração, utilizando-se do código 403-0, em favor da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, sendo o valor a ser recolhido de R$ 67,18 para atendimento nos postos.

Dica 2 : Eu paguei dentro do próprio Detran que é Banco do Brasil. Na quarta de cinzas não tinha fila, mas não sei como é em dias normais.

Põe na conta: + R$ 67,18 = R$ 87,68.

Depois disso, sobre no 2º andar e vá até o Setor de Classificação de Placas, para obter o número das placas. Você pode escolher o dia de rodízio. Não sei como funciona para escolher as placas bichas.

Feito isso, você volta ao primeiro andar, no DPVAT, para calcular o IPVA e seguro obrigatório do ano atual. Esse calculo é em média 4% do valor da nota fiscal, dividido por doze, multiplicado pelo número de meses restante no ano, a parti da data da sua nota. No caso, eu paguei 11/12 do 4%. Ufa. Pode dividir em tr~es vezes.

Com o valor, você volta no banco dentro do Detran e paga o IPVA, seguro obrigatório e a taxa de R$ 193,70 referente ao registro do veículo no banco.

Põe na conta (fora o IPVA): R$ + 93,00 + 193,70 + R$ 87,68 = R$ 374,38.

Vai na xérox que fica ao lado do posto (na esquina) e tira cópia do IPVA e seguro obrigatório, para juntar com a documentação acima. De posse desse comprovante, vooolta no Detran para protocolar os documentos na Seção do CRV.

Põe na conta: 0,50. = R$ 374,88

De resto, guarda todos os docs que sobrarm e três dias depois, você vai voltar no detran apenas para retirar os documentos. Só aí você vai em um dos postos (ou lá mesmo, se quiser) emplacar fisicamente, o carro.

Parece difícil, mas não é se você seguir os passos com atenção. Depois disso tudo, veja quanto vale o seu dinheiro e resolva como vai fazer seu emplacamento em SP.