Diga 33

10660275_716947378359858_5714692051615793437_nNem consigo realizar que estou na 33a semana de prenhice. Acreditem: a ficha ainda não caiu, não. A barriga está imensa, o que tem me rendido vários apelidos carinhosos do marido, desde “Ovo do gato de botas” (por causa do Pierre), e Minion (desse eu até gosto). O tempo parece voar. Me lembro perfeitamente do momento do post anterior.

O fato é que me sinto um pinguim ao andar, parece que estou bem mais gorda do que os (até a última pesagem) 7 quilos que engordei e muito, muito cansada.

É um misto dentro da cabeça: ao mesmo tempo que gostaria de fazer mil e uma coisas, dar um pulo em Boiçuca, arrumar guarda roupa, encontrar pessoas e sair pra jantar em todos os lugares que gostamos e queremos conhecer, pois como sabemos ficaremos alguns meses offline disso tudo, não tenho a mínima vontade. Se eu fosse uma assalariada normal, com certeza já teria pedido uns atestados para o doutor… porque olha… dirigir já está difícil (o movimento dos pedais mata), se for no trânsito, então, sem chance. Subir e descer a escada de casa só em extrema necessidade…

As vagas especiais e mordomias são muito legais, confesso. Eu sempre achei frescura e bobagem, critiquei muita mulher grávida pelas suas vagas preferenciais… já comecei a pagar a língua desde já. rsrsrs. Faz parte. Vou sentir falta dos mimos da gravidez. As pessoas – principalmente as entranhas – são muito legais com mulheres grávidas. Apesar de me irritar com algumas perguntas (inevitável), a cara de ‘nhóin’ que as pessoas fazem quando olham para o barrigón é muito divertida.

Outras não respeitam. Tenho passado raivinha todos os dias que vou ao clube do Coritnhians. Primeiro que lá não tem vaga de grávida (contra a lei) e quando peço para usar a de idosos, geralmente há resistência. Mas poxa… geralmente as vagas normais enchem as 8h!!! Mas faz parte.

Por mim fico em casa (desde que ela esteja limpa e organizada), vendo TV, com os pés enroscados nos do marido. A gravidez e a maternidade são coisas ambiguas desde o primeiro momento, mesmo.

Tive algumas oscilações de humor. Mais pra carente do que pra surtada. Acho que para a sorte do Marido…. qualquer atençãozinha já resolve o problema. E ele tem sido maravilhoso. Um caso à parte. Muito mais e melhor do que eu poderia imaginar que seria. Preocupado, participativo na medida que a empresa e a faculdade permitem, preocupado, paciente, presente…  Só me deixa sozinha para trabalhar e para estudar. E isso porque não posso ir junto, porque do contrário, tenho certeza de que me carregaria… Não tenho dúvidas que ele será um pai maravilhoso, por essa e por outras.

Tenho pensado muito no pós parto. Não em fraldas, choros e cocôs. Estou tranquila em relação a isso… Estou mais preocupada em como vou trabalhar durante isso, em como vou dar conta dos clientes…. todo mundo acha que ser dona de negócio e que trabalhar em casa é moleza e facilita muito a vida… Aviso: não é tão simples assim. Porque, bem ou mal, quem tem rizisro tem seus quatro, cinco ou seis meses de licença, e quando voltar (muito provavelmente) seu trabalho ainda vai estar lá. E muito provavelmente vai ter alguém para fazer o seu trabalho na sua ausência. No meu caso não. Presto serviços à empresas que me pagam para não se preocupar com licenças, faltas, doenças e etc. (Também) Para isso serve a terceirização. Então, nada do pessoal pode afetar a prestação de serviços. É assim que penso. É assim que vou tentar agir.

Graças ao Jobs consigo trabalhar até por celular, e eu tenho mais que certeza de que, estando tudo bem no pós parto, estarei respondendo emails no dia seguinte à chegada da Clarinha. Ouvi que muitas mulheres, bem mais workaholics que eu, abandonaram o trabalho após a maternidade. Se eu pudesse, com certeza faria a mesma coisa. Mas não é o caso (mesmo!). A necessidade ( e o senso de responsabilidade) com certeza falarão tão alto quanto o senso de maternidade. Ao menos sinto que será assim. Vamos ver o quanto pagarei a língua nesses quinze, vinte primeiros dias que todo mundo chama de caóticos….

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