Você é responsável por aquilo que cativa!

A gente acha que sabe das coisas. Mas a gente não sabe da missa metade, diz minha vó. A gente só aprende as coisas quando vive. Por isso, só depois que a gente casa a gente aprender a conviver com outra pessoa. Porque, veja bem, no seu trabalho você gosta de uns, suporta outros e leva a vida. Quando moramos com nossos pais, a gente está vivendo com as pessoas que nos conhecem a vida toda. Mas, quando você resolve casar com alguém por livre e espontânea vontade, você está escolhendo conviver para o resto da sua vida (amém!) com uma pessoa que por mais que você conheça e ame é um completo estranho.

E foi nesses poucos 8 meses de casada que eu eu aprendi uma valiosa lição, que espero lembrar e levar pro resto da vida: Quando você se casa, mesmo em suas coisas particulares e pessoais, você precisa ponderar o que a sua decisão/atitude vai influenciar a vida da pessoa que está com você. E essa é uma lição que não serve só para casamentos! Pense assim em todas as suas relações e verá que vai viver melhor com muita gente.

Voltando a falar de casamento, não me venham como aquele papo chato de individualidade. “Ah, cada um precisa manter a sua vida pessoa e blá blá blá wiskas sachet”. EU CONCORDO! Até a página 5. Porque, a partir do momento que você está dividindo sua vida com outra pessoa, você vai ter que pensar nela antes de tomar toda e qualquer atitude. Isso chama cumplicidade e respeito. Não dá para dizer ‘meu lado individual quer gastar R$ 1000 nesse casaco maravilhoso e eu tenho esse direito’, se no final do mês isso vai fazer falta no orçamento dos dois, causando dor de cabeça, brigas e confusão.

Não adianta você dizer “Eu vou, pronto-acabou!”, mandando as favas os sentimentos da outra pessoa e também não adianta dizer “Não quero que você vá só porque não quero!”

Casamento é 50% de cada lado e às vezes, os 50% de um vale mais do que os 50% do outro e vice-versa, porém, apenas por uns instantes. Mas só funciona se for de comum acordo e se ambos derem o braço a torcer de vez em quando. Porque do contrário, não é casamento: é sacrifício. É disputa.

Colocando o sapato do outro a gente evita de machucar quem a gente mais ama….

No casamento não cabe egoísmo. Por isso casamento é para os fortes. Por isso nem todos os casamentos duram e por isso que as pessoas casam uma, duas, três vezes… porque elas, e seus companheiros também, continuam cometendo os mesmos erros.

Na dor o sofrimento é dividido e na alegria felicidade vem em dobro. Tudo múltiplo de dois. Porque o casamento é feito de duas partes (pessoas) que se tornam uma (casal).

E eu fico aqui, imaginando o quanto tenho aprendido nesses últimos meses nessa aventura que é ser dona de casa, esposa, mulher…. e o quanto ainda vou aprender…..

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Diário de Bordo – Navio Imperatriz – “O Turista é o Artista”

Quanso avisaram que na noite seguinte o show seria feito pelos ‘talentosos passageiros’, Lorinho encheu meu saco que queria que eu cantasse uma música pra ele….

E como em Lua de Mel a gente não nega nada pro comparsa, lá estava eu me inscrevendo pro show “O Turista é o Artista”. Mas não posso negar que foi bom… cantar com uma banda maravilhosa como a Orquestra sobre as ondas, iluminação e ajuste de som perfeito…. foi o máximo!

De volta e em dilema…

A natureza chama. O marido clama. E cá estou eu pensando em engravidar. Quer dizer: pensando em parar com o remédio, eliminar as barreiras e deixar na mão de Deus, como disse meu amigo Guilérme.

Eu, que nem pensava em casar, agora penso em ser mãe! Veja só. Eu tenho bons exemplos perto. Vejo o Markinhos da Bele e do Negão, vejo o Victor da Bianca, vejo a linda Annalu da Anna e do Ale, vejo a Renata dando conta de gêmeos, a Kris e seu linducho, a PV… nem precisa pensar muito!

Ah, claro que precisa. Sou neurótica e estou pensando em um ‘problema’ por dia. Na sexta foi o dia de pensar na vida profissional. Trabalho a quase quatro anos no mesmo local e acho que todas as mães passam pela preocupação da volta pós-licença. Afinal, são meses longe do trabalho. A estabilidade obriga que seu chefe te engula por mais 5 meses (6 dependendo da convenção), então, na pior das hipóteses, é nisso que temos que pensar. Mas, o que me deixou tranqüila foi pensar que, caso haja uma mudança de trabalho no próximo ano – afinal, nunca ninguém está livre disso – terei que esperar mais alguns anos para engravidar (porque e engravidar com pouco tempo de empresa é chato – terei que esperar mais tempo e não é o caso. Momento profissional: ok!

Lorinho diz que ‘não quer ser avô, que já está com 30. Eu do lado de cá, penso que 26 é uma boa idade e que quanto mais velha a gente fica, aumentam os riscos de problemas, etc . Idade: ok!
Já ouvi “ahhhhhhh, com tão pouco tempo de casada… curte mais um pouquinho”…. Primeiro: o que eu perderia por estar grávida nos próximos nove meses? Pular de pára-quedas? Eu passo. Baladas? Já passei. Estou esquecendo algo?
Segundo: Marido quer muito. Eu também quero, apesar da racionalização e do medo…. Momento pessoal: ok

Meu único problema atende por: cocô. E vômito. Sério. A dúvida é: será que sou capaz de olhar para uma fralda cheia de bosta de neném e trocá-la? Ou será que consigo ficar firme diante de uma bela vomitada azeda? As mamães que me perdoem, mas é o lado racional da coisa… Será? Existem crianças auto-limpantes? Momento cocô: oh, dúvida cruel!

Eu e minha mania de listas prós e contras…

Ma che delizia!

Há mais de meio século a Cantina Roperto, um dos restaurantes mais tradicionais do Bixiga, se mantém fiel à cultura italiana. Suas receitas, passadas a cada geração desde a chegada da família ao Brasil, oferecem o melhor da culinária do Sul da Itália. São mais de vinte tipos de massa a serem combinadas com diferentes molhos. Além da famosa Perna de Cabrito, o Filé à Parmigiana e o Fusilli ao Sugo são pratos que ganharam a preferência dos clientes. O ambiente familiar ainda conta com música ao vivo todas as noites e nos almoços de sábado, o que torna o clima ainda mais alegre e aconchegante. O divertido é que os músicos são extremamente carismáticos e divertidos.. tocam as cançonetas napolitanas e brazilianas de maneira suave, deixando o ambiente agradáveol demais ao som de violão e acordeom, indo de mesa em mesa, sem serem nada inconvenientes! Ao entrar, no corredor, fotos e mais fotos de visitantes ilustres da música, política, cultura e noite paulistana.

Vamos sempre, e ontem levamos os primos do Paraná (aqui entram as fotos assim que a Dani me mandar!).

Depois, passeio turístico na madrugada de São Paulo. Hoje, a ressaca!

Peça Spaghetti à Puttanesca e o Talharine verde com molho Funghi Secchi. E vinho! Ah! Não deixe de comer o pão italiano que vem antes… Os preços não são baratos, mas, se quer comer massa barata vá ao Spoleto.

Corajozinho

(mode ironia on) Acho lindo homem que bate em mulher (mode ironia off). Nada justifica um cara levantar a mão pra uma mulher. Nem que ele seja um chassi de grilo e ela a campeã de halterofilismo, ainda assim é covardia.

Aí, estava eu conversando com Lorinho na porta do mercado (eu do lado de fora do carro esperando as mães, ele dentro do carro, de passagem), quando um cara vem ao nosso lado:

O cara: – Eu ia estacionar nessa vaga!
Eu: – Mas senhor… nós não vimos você aí!
Lorinho: – Pois é, ficamos um tempão parados antes de parar na vaga.
O cara: – Minha mulher está no mercado!
Eu: – Minha vó também!
O cara: – Ah, vai se foder!!!
Eu: Mas tu deve de ser um broxa, mesmo!
O cara: – Ah, vai se foder!!!

Lorinho ia abrir a porta, mas como o cara falou o segundo vai se foder indo embora pro carro dele, mandei ele esquecer isso e continuamos o papo. Dava ora ouvir o imbecil resmungando algumas palavras mas nem aí.

Na sequência, ele pára o carro atrás do nosso, de um modo que impossibilitaria o Lorinho de sair. E entra no mercado. Roger disse que saía dali com duas manobrinhas a mais e demos tchau. Quando entrei no mercado, o imbecil estava ao lado do caixa eletrônico e veio pra cima de mim….

o imbecil: – Quem você pensa que é para me ignorar?
Eu: – Quem eu sou eu nãosei.. mas você deve ser um broxa da maior qualidade pra arrumar encrenca por causa de vaga em mercado!

Ah, ele ficou louco. Quando chamamos alguém de broxa (de gorda, pras mulheres), ele só não vai reagir se não for… neste caso, ele devia estar com paumolência há anos, tamanha sua reação. Veio cego pra cima de mim, com a mão levantada…

Eu: – Vai me bater no meio do mercado, cheio de gente? Bate, mas se bater me desacorda senão você tá fudido.

Vaaai Zl!!!

Nisso, Lorinho, que estava manobrando e pegou a cosia da metade surge, feito louco porque viu o cara vindo pra cima de mim… Achei que a coisa ia ficar feia…. mas… O corajoso que levantou a mão pra mim e veio me ameaçar simplesmente se escondeu novamente ao lado dos caixas eletrônicos, enquanto a ‘turma do deixa disso’ segurava o Roger que berrava feito doido que ele era covarde…

Pedi calma a ele, dizendo que minha vó estava no mercado e se ela visse aquele barraco, capaz de infartar… ele respirou e saiu, xingando muito o ex-imbecil, atual cagão… enfiei ele no carro e entrei de novo. O cara não estava mais lá, mas sim ao lado da esposa.. pagando as contas, feito um cachorrinho. Gritei a ela: “Cuidado, ele quis me bater… já já, mete a mão em você também!”.

Fomos embora, mas na saída, ainda risquei o carro dele de ponta a ponta…. Foi o mínimo.

covarde.